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Escândalo salarial no Sicoob Vale do Aço expõe remuneração milionária de diretores

Em assembleia tensa, cooperados rejeitaram reajuste de 10% e cobraram transparência

Publicado em 11/04/2026 às 09:32

(Foto: Reprodução)

A última assembleia geral do Sicoob Vale do Aço, realizada nesta semana, terminou em meio a protestos e pedidos rigorosos por esclarecimentos. O motivo da revolta entre parte dos cooperados foi a tentativa de reajuste salarial para os quatro principais nomes da administração da cooperativa, os três diretores executivos e o presidente do conselho.

Um vídeo que ganhou força nas redes sociais mostra o momento exato em que associados interpelam os dirigentes, exigindo explicações sobre os valores pagos à alta liderança e os critérios usados para justificar um novo aumento.

De acordo com informações colhidas com participantes do encontro, cada um desses quatro dirigentes já teria uma remuneração anual equivalente a 14 salários de aproximadamente R$ 64 mil. A proposta apresentada previa um acréscimo de 10% sobre esses vencimentos, o que acendeu o alerta dos cooperados.

Comparação com o Banco Central acirra ânimos

A principal comparação feita durante a assembleia foi com o salário do presidente do Banco Central do Brasil, que gira em torno de R$ 33 mil mensais, praticamente metade do valor que, segundo relatos, cada um dos quatro dirigentes do Sicoob Vale do Aço já receberia.

Contas anuais chamam atenção

Outro dado que ampliou a insatisfação foi o montante total anual destinado aos quatro dirigentes. Conforme informações que circularam entre os associados, o valor global chegaria a R$ 5.252.823,00 por ano. Dividindo igualmente entre os quatro, cada um teria uma remuneração média de R$ 1.313.205,75 ao ano, equivalente a cerca de R$ 110 mil mensais.

Os números, contudo, não foram oficialmente detalhados durante a assembleia, o que gerou cobranças ainda mais enfáticas por transparência.

Pontos nebulosos na gestão

Além da remuneração em si, outras questões foram levantadas pelos cooperados:

Existência de benefícios complementares (carros, auxílios, plano de previdência);

Critérios objetivos para definição de reajustes salariais da diretoria;

Impacto financeiro desses valores nas contas da cooperativa;

Eventual recolhimento de FGTS e outros encargos trabalhistas;

Governança interna e condução da assembleia.

Houve ainda questionamentos sobre a tentativa de funcionários participarem do processo de votação, o que, segundo apuração local, poderia ferir o regimento interno da instituição.

Proposta rejeitada, mas crise segue

Apesar de a proposta de reajuste ter sido rejeitada pelos cooperados, o episódio deixou um rastro de desconfiança. A pressão agora se volta para a necessidade de revisão da política de remuneração e para a abertura de canais mais transparentes de comunicação com os associados.


Fonte: Portal da Cidade Ipatinga

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