Polêmica
Sicoob Vale do Aço afirma que os supersalários dos diretores seguem o estatuto
Estimativas apontam remuneração anual de até R$ 5 milhões para quatro dirigentes
Publicado em 13/04/2026 às 12:20
Depois da repercussão de questionamentos sobre a remuneração da diretoria, o Sicoob Vale do Aço encaminhou nota à imprensa, ontem (11), por meio de uma assessoria de comunicação de São Paulo.
A manifestação ocorre após a circulação de vídeos da Assembleia Geral Ordinária, nos quais cooperados cobram mais transparência sobre os vencimentos dos três diretores executivos e do presidente do conselho.
Na nota, a cooperativa sustenta que a remuneração está em conformidade com as normas do cooperativismo e segue regras previstas no estatuto social, sendo submetida à deliberação dos cooperados em assembleia.
Confira a íntegra:
“Esclarecimento
O Sicoob informa que a remuneração da Diretoria Executiva das cooperativas está em conformidade com as normas do cooperativismo brasileiro e segue regras previstas no Estatuto Social, sendo submetida à deliberação dos cooperados em Assembleia Geral Ordinária (AGO).
O processo observa práticas formais de governança e transparência, com as informações sendo apresentadas em assembleia, registradas em ata e disponibilizadas aos cooperados, nos termos da legislação vigente, inclusive por meio dos canais formais da cooperativa.
As informações divulgadas na reportagem não contemplam integralmente esse modelo de decisão e acompanhamento.
O Sicoob reforça ainda que, no modelo cooperativista, os resultados retornam aos próprios cooperados.
Em dezembro de 2025, foram distribuídos R$ 5,4 milhões em juros ao capital. Além disso, nesta assembleia, foi apresentado o excedente contábil da cooperativa, que totalizou mais de R$ 21 milhões. Desse montante, foi aprovada, por unanimidade, a distribuição de R$ 4 milhões aos cooperados, proporcionalmente à sua participação na cooperativa.”
Apesar da manifestação, a cooperativa não apresentou os valores individualizados de remuneração dos dirigentes.
A nota também menciona a distribuição de R$ 5,4 milhões em juros ao capital e de R$ 4 milhões em sobras aos cooperados, sem, no entanto, estabelecer relação direta com os valores atribuídos à remuneração da diretoria.
Segundo relatos de cooperados, a apresentação feita durante a assembleia não foi clara quanto aos números, o que gerou interpretações divergentes. Estimativas que circularam após a reunião apontam remuneração anual em torno de R$ 3,5 milhões para os quatro dirigentes, enquanto outras leituras indicam valores próximos de R$ 5 milhões.
A instituição não esclareceu a composição detalhada da remuneração nem confirmou os valores que passaram a ser discutidos publicamente.
Fonte: Portal da Cidade Ipatinga
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