ALEXANDRE MAGNO
Opinião: Balança de Libra
A Mensagem de 'Balança de Libra' por Mc Hudson 22 e politizado por Alexandre Magno
Publicado em
22/05/2025 às 16:00
Atualizado em
“...É chegada a hora da escolha
E o relógio dispara o ponteiro, e o tempo tem pressa
A primeira opção é um livro na mão
E a segunda é o dedo no cão de uma peça
A escolha é sua encara ela de frente
Não decida sua vida num jogo de sorte
Num cara ou coroa nem sempre é a boa
E o assunto é sério, isso é vida ou morte
É fácil encontrar a porta aberta e entrar
Mas difícil é fazer a fechada se abrir
Como um valete, eu sei que você não quer mais lutar
Mas como um rei quer mandar e no trono subir
Mas só não chora quando o trono desabar
Quando a casa cair, não chora não
Não chora não, não corre não
Que a hora é essa, que a hora é essa
É hora da decisão, decisão de vida
Desce do muro, sai da balança de libra
Não chora não, não corre não
Que a hora é essa, que a hora é essa, neguin'
É hora da decisão, decisão de vida
Desce do muro, sai da balança de libra
Não chora não, não corre não
Que a hora é essa, que a hora é essa
É hora da decisão, decisão de vida
Desce do muro, sai da balança de libra
Não chora não, não corre não
Que a hora é essa, que a hora é essa
É hora da decisão, decisão de vida
Desce do muro, sai da balança de libra
Não chora não...”
A música 'Balança de Libra' de Mc Hudson 22 é um convite à reflexão sobre as escolhas e suas consequências na vida. O artista utiliza a metáfora da balança de libra, símbolo de equilíbrio e justiça, para falar sobre decisões críticas que podem mudar o rumo de uma vida. A letra sugere que há um momento em que é preciso tomar uma decisão importante, e o tempo para isso é limitado, como indicado pela pressa do relógio.
A canção apresenta duas opções simbólicas: um livro, que pode representar o conhecimento, a educação e um caminho mais seguro e construtivo; e o dedo no cão de uma peça, que pode ser interpretado como uma escolha por caminhos ilícitos ou perigosos, como a violência ou o crime. Mc Hudson 22 alerta para o perigo de deixar a vida ao acaso, como em um jogo de cara ou coroa, e enfatiza a seriedade da escolha, pois ela pode significar 'vida ou morte'.
A música também aborda a responsabilidade pessoal e as consequências das escolhas feitas. O artista menciona a dificuldade de abrir portas fechadas e a tentação de querer o poder sem lutar por ele. A mensagem é clara: é preciso descer do muro, sair da indecisão simbolizada pela 'balança de libra', e enfrentar as escolhas com coragem e consciência, sem fugir ou lamentar quando as consequências dessas escolhas se revelarem.
Em resumo, a música quer transmitir a ideia de que as decisões que tomamos na vida, como a balança em um processo judicial, são pesadas e influenciam diretamente o nosso futuro. A balança, como símbolo de equilíbrio e justiça, representa o peso das escolhas e suas consequências.
Caros leitores, eu, Alexandre Magno, quero falar com vocês de coração aberto: os próximos 18 meses serão os mais decisivos da nossa história recente. Não é exagero dizer que tudo o que acontecer nesse período pode moldar o futuro do Brasil por décadas, para o bem ou para o mal. Esses meses à nossa frente não são apenas uma contagem no calendário, são uma encruzilhada onde nossas ações, nossas vozes e nossas escolhas vão determinar se o Brasil seguirá um caminho de esperança, justiça e progresso, ou se ficará preso na desilusão, na desigualdade e na estagnação.
Imagine, por um momento, o Brasil como uma casa que, ao longo dos anos, acumulou sonhos, esperança e recursos. Uma casa que, com esforço, construiu uma história de potencial e força. Mas, nos últimos tempos, essa casa tem sido saqueada por uma gestão irresponsável, que gasta sem critério, como alguém que não se preocupa com o que há na conta bancária. Bilhões de reais investidos em projetos que parecem mais uma festa do que uma estratégia de crescimento sustentável.
Enquanto isso, milhões de brasileiros mais pobres continuam esperando por políticas públicas que nunca chegam, promessas que ficam sempre para depois, enquanto suas vidas permanecem na espera, na esperança de um amanhã melhor que nunca chega. A inflação em 12 meses chegou a 5,53% em abril de 2025, o maior índice em dois anos, segundo o IBGE. O aumento de preços, como no caso do combustível, gás de cozinha e dos alimentos em geral e o imposto sobre a importação, afeta principalmente famílias de baixa renda, base eleitoral do atual governo, e obriga o Banco Central (BC) a manter uma política monetária restritiva, com juros mais elevados.
E o que dizer das perseguições? Como se o Brasil fosse uma floresta onde os animais mais fracos são caçados por quem deveria protegê-los. O governo, muitas vezes, usa o aparato estatal para perseguir opositores, silenciar vozes dissonantes e criar um clima de medo. O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, às vezes parece mais preocupado em julgar quem pensa diferente do que em garantir os direitos de todos. Essa é uma ferida aberta na nossa democracia, uma ferida que só pode ser curada com coragem, com justiça e com a vontade de fazer o que é certo.
Noutro giro, em relação aos presos de 8 de janeiro, os crimes imputados a eles são desproporcionais, com penas semelhantes às de homicidas.
Um levantamento nacional de abril do presente ano, mostra que a maior parte da população brasileira discorda da tese de que os atos de 8 de janeiro de 2023 representaram uma tentativa de golpe de Estado. Segundo os dados do Instituto Paraná Pesquisas, apenas 29,5% dos entrevistados classificaram a invasão às sedes dos Três Poderes como um esforço para derrubar o governo legitimamente eleito.
A pesquisa, que ouviu eleitores em todas as unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, e tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais, mostra que 63,4% dos brasileiros associam os acontecimentos a outras interpretações. Entre os entrevistados, 35,9% disseram entender o episódio como um ato irresponsável motivado por inconformismo com o resultado da eleição, enquanto 27,9% apontaram os eventos como casos de vandalismo e quebra-quebra. Outros 6,7% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. O grau de confiança do levantamento dos dados do Instituto Paraná Pesquisas é de 95%.
Alexandre de Moraes e o STF aproveitaram um quebra-quebra em Brasília para inventar que houve uma tentativa de “golpe armado” para derrubar o atual governo, que acabava de ser empossado. Desde então, toda a vida política no Brasil vive em função desse “golpe”. Qualquer gesto de oposição ao consórcio STF-Lula, ou Lula-STF, é mecanicamente associado à “insurreição de direita”. Todas as violações da lei cometidas por Moraes e seus colegas passaram a ser “atos em defesa da democracia”. Bolsonaro, que já estava “inelegível” passou a ser ameaçado de prisão, pelo resto da vida, como chefe do golpe que nunca foi dado, nem poderia ser.
O Supremo Tribunal Federal (STF), formou maioria para condenar a 14 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos por ter pichado a estátua da Justiça com batom durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
O julgamento ficou marcado pela ampla divergência de punição por parte do ministro Luiz Fux, que defendeu a pena de um ano e seis meses. No entanto, o relator Alexandre de Moraes, em seu voto seguido por três ministros, defendeu a condenação da cabeleireira por cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.
A cidadã brasileira Débora é uma inocente que está sendo presa por crimes inventados. É uma vergonha que o STF tenha condenado ela a 14 anos por crimes que ela não cometeu. O máximo que poderia acontecer era ela levar uma multa. É uma pessoa inocente que está indo para a cadeia por 14 anos.
Recentemente, dia 19/05, o ministro Alexandre de Moraes, fez uma reprimenda ao advogado Eumar Novacki, que defende os interesses do ex-ministro da justiça Anderson Torres, no caso da suposta tentativa de golpe em 2022, dizendo que o advogado estava fazendo a mesma pergunta várias vezes: “O senhor já fez a mesma pergunta 4 vezes e a testemunha foi muito clara...Eu não vou permitir que a Vossa Senhoria faça circo no meu Tribunal...”
Isso me lembra quando Hitler criou um tribunal só para condenar seus opositores.
Em 1933, Hitler assumiu o poder prometendo prosperidade, mas logo instaurou o terror. Com o incêndio suspeito do parlamento alemão, ele viu que a justiça ainda não era totalmente controlada, então criou o tribunal do povo, um órgão exclusivo para condenar opositores do regime. Ali não havia julgamento justo, havia espetáculo, propaganda e morte.
O juiz mais temido desse tribunal era Roland Freisler, um fanático com domínio técnico da lei e sede por poder. A maioria dos réus eram condenados à morte por enforcamento, as sentenças eram executadas horas depois. Os gritos, os insultos, e a encenação estavam sempre presentes nas audiências filmadas para aterrorizar e doutrinar o povo.
Um dos julgamentos mais chocantes foi o dos irmãos Hans e Sophie Scholl, estudantes da Resistência Rosa Branca, eles distribuíram panfletos, contra o nazismo, e em 1943, foram presos e interrogados, julgados e executados em tempo recorde. O julgamento virou propaganda, a mensagem era clara: Quem critica, morre!
E em 1944, quando oficiais tentaram matar Hitler na famosa operação Valquíria, a resposta foi brutal, mais de cinquenta pessoas executadas, entre elas o coronel Klaus Von Staufenberg, o homem que plantou a bomba. Mesmo com julgamento militar, o padrão era o mesmo, sem defesa, sem direitos, apenas punição, e tudo isso com o apoio da mídia, dos intelectuais permitidos e dos políticos do regime. A justiça foi completamente dominada, o juiz já não julgava, apenas obedecia, e a lei virou arma do estado. Aos olhos do regime, questionar o poder era o maior crime.
Freisler morreu em 1945, atingido por um bombardeio aliado, mas muitos juízes nazistas seguiram impunes e a lição que fica é profunda, quando o judiciário é aparelhado não existe mais justiça, só poder, e quando o estado se torna uma religião, discordar vira heresia.
A história do nazismo é uma prova do que acontece quando a liberdade individual é desprezada, e o mais assustador é que esse processo não começa com tanques nas ruas, ele começa com discursos bonitos, leis necessárias e a promessa de segurança.
Caros leitores, entendam que a liberdade não se negocia, ou se aprende com a história ou se repete os erros.
E há mais: a fraude no INSS, que roubou recursos que poderiam estar ajudando quem mais precisa. Cada centavo desviado é uma vida que fica sem assistência, uma esperança que se esvai. A gigantesca fraude no Instituto Nacional do Seguro Social, que pode ter causado um rombo de aproximadamente R$ 90 bilhões aos cofres públicos, tem dominado nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. Enquanto isso, a grande mídia tem tentado desviar a atenção do público.
As investigações, conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, revelaram que cerca de 4,1 milhões de beneficiários foram lesados ao longo dos últimos anos. Associações e sindicatos, em conluio com servidores públicos, formalizaram convênios que permitiram o desconto de mensalidades diretamente nos benefícios dos segurados, muitas vezes sem autorização ou por meio de assinaturas falsificadas. Enquanto isso, a população mais vulnerável, que mais sofre, espera por políticas de inclusão, dignidade e oportunidades, promessas que muitas vezes permanecem no papel, enquanto o povo luta para sobreviver.
Nosso país é como um grande navio navegando em mares turbulentos. As decisões do comandante, o governo, são essenciais para evitar que o navio encalhe ou naufrague. Mas, infelizmente, há sinais de que o comandante está gastando demais, desviando recursos para interesses pessoais, enquanto a tripulação, o povo brasileiro, clama por direção, por segurança, por uma rota que leve a um porto de esperança.
E aqui está o ponto mais importante: cada um de nós é um passageiro, um marinheiro, um capitão. Não podemos mais ficar de braços cruzados assistindo o navio afundar. É hora de se posicionar, de cobrar, de participar ativamente. Nosso silêncio é uma autorização para que decisões prejudiciais continuem sendo tomadas. Nosso voto, nossa voz, nossa mobilização podem virar a maré. Porque o que acontecer nos próximos 18 meses determinará se o Brasil continuará a ser uma terra de oportunidades, ou se se tornará um país marcado por desigualdades, injustiças e estagnação, onde os sonhos de milhões de brasileiros ficarão cada vez mais distantes.
"Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor", esta é uma frase atribuída ao arcebispo Desmond Tutu e resume sua visão sobre a importância de tomar partido contra a injustiça. Ficar neutro, segundo ele, é, na prática, apoiar o opressor, mesmo que de forma passiva. Sábias palavras...
Então, esta é a minha mensagem: A decisão está nas nossas mãos. É hora de agir, de fazer a diferença. Desça do muro, saia da balança de libra; ou suporte o peso das consequências das suas escolhas. O futuro do Brasil depende de você, de mim, de todos nós. Vamos juntos construir um país mais justo, mais forte e mais digno para as próximas gerações. A hora é agora. É hora da decisão.
Por Alexandre Magno
Sobre o autor:
Alexandre Magno é advogado, atua nas áreas de Direito Trabalhista, Tributário, Previdenciário, Cível e Empresarial, através do escritório Alexandre Magno Advogados Associados, em Ipatinga - MG.
https://alexandremagnoadvogados.com.br/
Todas as informações e opiniões contidas neste artigo, seja em texto ou em vídeo, são de total responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, as posições do Portal da Cidade.
Fonte: Alexandre Magno
Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp
Participe do canal do Portal da Cidade no Telegram
Notícias relacionadas
Pré-campanha de Márcio Lima reúne lideranças e secretários em Naque
23/06/2026 às 12:00
Márcio Lima reúne lideranças em Cachoeira do Vale e defende maior representatividade
18/06/2026 às 13:49
Heleno do Hospital participa da Festa do Café em Martins Soares e destaca ações na saúde
18/06/2026 às 13:28
Leiriane da Saúde anuncia apoio a Heleno do Hospital e destaca união em defesa da saúde
15/06/2026 às 13:20
Centenas de pessoas lotam pré-lançamento da pré-candidatura de Márcio Lima em Timóteo
12/06/2026 às 11:07
Márcio Lima lança pré-candidatura a deputado estadual nesta quinta-feira (11), em Timóteo
11/06/2026 às 14:45