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INCLUSÃO

Senac atua para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Ações afirmativas, metodologia inclusiva e tecnologia assistiva são utilizados pela instituição

Publicado em 22/09/2022 às 09:05

(Foto: Divulgação / Senac)

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Com 40 unidades educacionais distribuídas em todo o Estado, o Senac tem atuado continuamente para promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Seja por meio da capacitação de estudantes nos cursos livres, técnicos, de graduação e pós-graduação, seja por meio da contratação de profissionais para as diversas áreas da instituição.

Conforme destaca Juliana Galdêncio, Coordenadora de Educação Inclusiva do Senac, “a inclusão da pessoa com deficiência deve ser pensada para muito além da cota que a lei prevê. Devemos sempre colocar a pessoa antes da deficiência e compreender que ela possui sentimentos, sonhos e objetivos como qualquer um de nós. A inclusão precisa ter como premissa a singularidade de cada um”.

O Senac possui 104 funcionários PCDs e recebe, anualmente, mais de 1500 estudantes com deficiência, de todo o estado. Para garantir a qualidade da educação e a inclusão em equidade, a instituição investe na formação dos colaboradores técnico-administrativos e dos docentes. Além disso, disponibiliza tecnologias assistivas para o desenvolvimento pleno das pessoas com deficiência que estão no Senac em Minas.

Alguns desses alunos estão na turma do curso Técnico em Administração do Senac em Ipatinga, focada na formação de pessoas com deficiência e reabilitados pelo INSS. O estudante Roniele Gomes sofreu um acidente em rodovia que impôs limitações físicas e demanda atendimento médico contínuo: “O importante é seguir em frente com determinação, força de vontade, abrindo espaço para o desenvolvimento pessoal, um esforço contínuo para superação de desafios. Hoje o Senac em Ipatinga atua de forma positiva, trazendo facilidades para o aluno com dificuldades de acessibilidade, atendendo inúmeras patologias de demandas diferentes que convivemos na minha própria turma. A educação feita de forma inclusiva é muito importante para que todos sintam-se parte de um todo, em um ambiente de diversidade”, conta.

Já o aluno Jonathan Marcelino não vê a deficiência como fator definidor. Com 32 anos e uma perna amputada após acidente, ele busca qualificação: “Fiz um longo período de treinamento, que não foi fácil, mas me adaptei muito bem à prótese. Sou uma pessoa de bem com a vida e meu lema sempre foi ter ousadia e alegria. No ensino técnico, não encontrei dificuldade nenhuma. O Senac é bem estruturado fisicamente com relação ao acesso, como rampas, vagas de estacionamento, elevadores. Já em relação à inclusão social, nunca tive problemas. Sempre frequentei todos ambientes públicos sem problema algum desde o começo do meu acidente”, relata.

Juliana Gaudêncio explica ainda que o acompanhamento junto a este público é recorrente. “No caso dos estudantes, ocorre desde a matrícula até a conclusão do curso, contemplando todas as adaptações necessárias para seu desenvolvimento e, dos colaboradores, durante toda a permanência na instituição”.

Para a Coordenadora de Educação Inclusiva do Senac, a inclusão das pessoas com deficiência é um caminho sem volta, “pois este público, cada vez mais, vem se capacitando para entrar ou evoluir dentro do mercado de trabalho”. E as empresas que optam pela inclusão também se beneficiam. “Além do ganho de conviverem com pessoas diferentes, empresas que possuem em seu quadro equipes diversas tendem a ser mais criativas, dinâmicas, engajadas e comprometidas. Empresas diversas são muito mais lembradas, suas marcas são reforçadas positivamente”.

Oportunidade de trabalho

O Senac recebe inscrições para o Banco de Talentos, para a Pessoas com Deficiência (PCDs) e Reabilitados do INSS para atuar em suas unidades e sede administrativa. No momento, há vagas para a Grande Belo Horizonte e regiões Norte e Leste, Triângulo Mineiro, Sul e Zona da Mata.

Todos os candidatos com deficiência que se interessarem deverão se candidatar e a seleção ocorrerá de acordo com as vagas disponíveis, os requisitos do cargo, as experiências e expectativas de carreira do candidato. Este cadastro será utilizado para identificar candidatos para vagas de todas as áreas de negócio do Senac.

A Inclusão na Legislação

Para assegurar a inclusão no mercado de trabalho brasileiro a Lei de Cotas (art. 93 da Lei nº 8.213/91), estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem preencher uma parte dos seus cargos com pessoas com deficiência.

Dados de 2019 do Cumprimento da Cota para Pessoas com Deficiência e Reabilitados, do Portal da Inspeção do Trabalho, apontam que das vagas reservadas a PCDs em administração pública, empresas públicas, sociedades de economias mistas e empresas privadas, apenas 53% estão ocupadas. Esses valores representam um aumento da ocupação de vagas PCDs. Em 2018, a ocupação era de 50,6% e, em 2014, de apenas 36,4%. Das 768 mil vagas reservadas para profissionais com deficiência, cerca de 372 mil estão preenchidas.

Além desta legislação, a Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015) define em seu Artigo 3º, Inciso I, a acessibilidade como “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”.

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